Queridos amigos do Reino Angelical! Espíritos Puríssimos,
cuja misericórdia e generosidade espalham sempre por todo o mundo
para socorrer as almas carentes, desesperadas, doentes, endividadas,
aflitas..., roguem a Deus por nós!
Ajudem-nos em nossa caminhada para a Luz, orientando-nos,
aconselhando-nos, balsamizando nossas dores,
iluminando nossa inteligência, adoçando nosso coração,
inspirando-nos à prática do Bem e livrando-nos de todo o mal.
Ó Iluminados Serafins! Ó Luminosos Querubins!
Ó Tronos Resplandescentes de Grandeza e de Glória!
Ó Espíritos Puríssimos! Ó Todas as Falanges dos Anjos!
Por Compaixão, por Amor ao Pai!
Conduzam nossos passos de dia e de noite; velem nosso sono!
Assim, amparados, protegidos, seremos mais fortes nas lutas
e poderemos orar e vigiar com mais confiança, mais confiança e mais fé.
Anjos do Senhor!
Derramem sobre nós a Fraternidade, a Paz, a Caridade, o Amor!
Hoje estou contente, porque sou capaz de não pedir apenas por mim.
Hoje com sinceridade sinto que posso, devo e quero orar pela Humanidade.
Senhor!
Abençoa-me! Abençoa-nos!
Ilumina este planeta querido, bonito e tão maltratado,
tão poluído pela insensatez do próprio homem
que em sua caminhada louca se julga um rei,
o dono de tudo, desafiando por isto a Natureza
e infringindo as Leis de Deus, as tuas Leis.
Tem piedade de nós, Senhor!
Louvado sejam sempre os teus Anjos. Louvado sejas tu,
porque permites que eles estejam amorosamente conosco
para nos ajudar a construir, a reconhecer
teu Reino dentro de nós.
Obrigada, Senhor!
*
(Sempre que rezar para os Anjos, acenda uma vela branca.)
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Oração ao Reino dos Anjos
Queridos amigos do Reino Angelical! Espíritos Puríssimos,
cuja misericórdia e generosidade espalham sempre por todo o mundo
para socorrer as almas carentes, desesperadas, doentes, endividadas,
aflitas..., roguem a Deus por nós!
Ajudem-nos em nossa caminhada para a Luz, orientando-nos,
aconselhando-nos, balsamizando nossas dores,
iluminando nossa inteligência, adoçando nosso coração,
inspirando-nos à prática do Bem e livrando-nos de todo o mal.
Ó Iluminados Serafins! Ó Luminosos Querubins!
Ó Tronos Resplandescentes de Grandeza e de Glória!
Ó Espíritos Puríssimos! Ó Todas as Falanges dos Anjos!
Por Compaixão, por Amor ao Pai!
Conduzam nossos passos de dia e de noite; velem nosso sono!
Assim, amparados, protegidos, seremos mais fortes nas lutas
e poderemos orar e vigiar com mais confiança, mais confiança e mais fé.
Anjos do Senhor!
Derramem sobre nós a Fraternidade, a Paz, a Caridade, o Amor!
Hoje estou contente, porque sou capaz de não pedir apenas por mim.
Hoje com sinceridade sinto que posso, devo e quero orar pela Humanidade.
Senhor!
Abençoa-me! Abençoa-nos!
Ilumina este planeta querido, bonito e tão maltratado,
tão poluído pela insensatez do próprio homem
que em sua caminhada louca se julga um rei,
o dono de tudo, desafiando por isto a Natureza
e infringindo as Leis de Deus, as tuas Leis.
Tem piedade de nós, Senhor!
Louvado sejam sempre os teus Anjos. Louvado sejas tu,
porque permites que eles estejam amorosamente conosco
para nos ajudar a construir, a reconhecer
teu Reino dentro de nós.
Obrigada, Senhor!
*
(Sempre que rezar para os Anjos, acenda uma vela branca.)
Zé Pilintra
Os malandros têm como principal característica
de identificação, a malandragem, o amor pela noite,
pela música, pelo jogo, pela boemia
e uma atração pelas mulheres
(principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, etc...).
Isso quer dizer que em vários lugares
de culturas e características regionais completamente diferentes,
sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco,
dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró;
no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba
e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes,
mas que marcam exatamente a figura do malandro.
No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo
do antigo malandro da Lapa, contado em histórias,
músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam
vestem-se a caráter. Terno e gravata brancos.
Mas a maioria gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda,
e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”.
Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam,
jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas),
às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha
entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo.
Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky,
fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto.
São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo
quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm
capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los,
podem curar, desamarrar, desmanchar,
como podem proteger e abrir caminhos.
Têm sempre grandes amigos entre os que
os vão visitar em suas sessões ou festas.
Existem também as manifestações femininas da malandragem,
Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características
semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira.
Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade,
são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores
principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.
Ainda que tratado muitas vezes como Exu,
os Malandros não são Exus. Essa idéia existe porque quando
não são homenageados em festas ou sessões particulares,
manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles.
Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo
podem (caso o desejem) se tornarem Exus.
Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus.
Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras
e dos termos com os quais são compostos os pontos
e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples,
amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo,
ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos.
Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro,
detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos.
Salve a Malandragem!
Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus,
com sua tradicional vestimenta: Calça Branca,
sapato branco (ou branco e vermelho), seu terno branco,
sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha
ou chapéu de palha e finalmente sua bengala.
Gosta muito de ser agradado com presentes, festas,
ter sua roupa completa, é muito vaidoso,
tem duas características marcantes:
Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar,
gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las, etc...
Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem,
gosta de observar o movimento ao seu redor
mas sem perder suas características.
Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa,
um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha
e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.
E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita,
com um sapato de cor diferente, fuma cigarros, cigarilhas ou até charutos,
bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo;
é sempre muito brincalhão, extrovertido.
Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas
e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas,
assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus.
Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros,
pois ele também toma conta das portas, das entradas, etc...
É muito conhecido por sua irreverência,
suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu,
até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.
História de Zé Pilintra
José dos Anjos, nascido no interior de Pernambuco,
era um negro forte e ágil, grande jogador e bebedor,
mulherengo e brigão. Manejava uma faca como ninguém,
e enfrentá-lo numa briga era o mesmo que assinar o atestado de óbito.
Os policiais já sabiam do perigo que ele representava.
Dificilmente encaravam-no sozinhos, sempre em grupo e mesmo assim
não tinham a certeza de não saírem bastante prejudicados
das pendengas em que se envolviam.
Não era mal de coração, muito pelo contrário, era bondoso,
principalmente com as mulheres, as quais tratava como rainhas.
Sua vida era à noite. Sua alegria, as cartas, os dadinhos a bebida,
a farra, as mulheres e por que não, as brigas.
Jogava para ganhar, mas não gostava de enganar os incautos,
estes sempre dispensava, mandava embora, mesmo que precisasse
dar uns cascudos neles. Mas ao contrário, aos falsos espertos,
os que se achavam mais capazes no manuseio das cartas e dos dados,
a estes enganava o quanto podia e os considerava os verdadeiros otários.
Incentivava-os ao jogo, perdendo de propósito quando
as apostas ainda eram baixas e os limpando completamente
ao final das partidas. Isso bebendo aguardente, cerveja,
vermouth, e outros alcoólicos que aparecessem.
No Nordeste do Pais, mas precisamente em Recife
(na religião que conhecemos como Catimbó),
ainda que nas vestes de um malandrão, a figura de Zé Pilintra,
tem uma conotação completamente diferente. Lá, ele é doutor,
é curador, é Mestre e é muito respeitado.
Em poucas reuniões não aparece seu Zé.
O reino espiritual chamado “Jurema”,
é o local sagrado onde vivem os Mestres do Catimbó,
religião forte do Nordeste, muito aproximada da Umbanda,
mas que mantém suas características bem independentes.
Na Jurema, Seu Zé, não tem a menor conotação de Exu,
a não ser quando a reunião é de esquerda,
por que o Mestre tem essa capacidade.
Tanto pode vir na direita ou na esquerda.
Quando vem na esquerda, não é que venha para praticar o mal,
é justamente o contrário, vem revestido desse tipo de energia
para poder cortá-la com mais propriedade e assim ajudar
mais facilmente aos que vem lhe rogar ajuda.
No Catimbó, Seu Zé usa bengala, que pode ser qualquer cajado,
fuma cachimbo e bebe cachaça. Dança côco, Baião e Xaxado,
sorri para as mulheres, abençoa a todos,
que o abraçam e o chamam de padrinho
Historia de São Cipriano
SÃO CIPRIANO
Venerado pela igreja, adorado pelos feiticeiros, respeitado pelos magos…
São Cipriano, bispo de Antioquia, passou para a história como um mártir e ganhou a fama como o mago mais conhecido do mundo.
Nascido no século III d.C., segundo a lenda, ele logo entrou para a irmandade dos magos depois de uma estadia entre os persas.
Na sagrada terra do culto do fogo, ele aprendeu as artes adivinhatórias e invocatórias.
Os ancestrais espíritos e gênios eram conhecidos por Cipriano, que mantinha contato freqüente com o Mundo Invisível.
Voltando para sua cidade natal, Cipriano começou exercer sua rentável profissão.
Logo adquiriu fama e era procurado por nobres, comerciantes e guerreiros.Certo dia um cavalheiro apaixonado pediu um feitiço amoroso, um “filtrum”, como chamamos em magia natural.
O alvo era a bela e jovem Justina, nobre virgem cobiçada por muitos ricos senhores.
Justina havia sido recentemente convertida a uma nova e estranha religião…
Seus seguidores adoravam um judeu crucificado da Palestina que tinha feito muitas curas e profecias.
Aos olhos dos antioquenos isso era até engraçado.
Por que adorar um homem, se existiam tantos deuses e gênios?
Cipriano preparou um filtrum e nada aconteceu.
O cavalheiro apaixonado reclamou e exigiu o dinheiro de volta.
Nosso mago, muito contrariado e não acostumado a falhar, refez a poção e adicionou um conjuro especial.
Nada!
Agora a coisa era para valer!
O Mestre Cipriano convocou o Rei dos Gênios em pessoa.
Dentro do círculo mágico ele ordenou e o terrível Jinn se fez presente.
O gênio explicou que Justina era serva de uma entidade de maior magnitude e nada poderia fazer…
Dito e feito.
Movido pela curiosidade Cipriano vai até Justina.
Estabelece uma rica conversa com ela e percebe na garota uma luz especial.
Dias depois, o poderoso Cipriano se convertia ao Cristianismo primitivo,
que nesta época era uma religião cheia de magia, sabedoria e simplicidade.
Afinal, o Cristianismo nascente era o herdeiro da religião dos velhos magos da Pérsia.
Não estavam os três grandes magos persas diante do menino Jesus na noite de Natal?
Cipriano e Justina morrem juntos durante a perseguição aos cristãos.
Séculos depois, curandeiros e benzedores europeus vão pedir a Cipriano, que virou santo, favores e saberes.
O culto de São Cipriano chegou ao Brasil com os degredados portugueses perseguidos pela Inquisição.
Na memória eles traziam as fórmulas, orações e magias ciprianas.
Bem mais tarde os primeiros “livros de São Cipriano” chegaram aqui.
Com a chegada dos negros escravos, os Mulojis (xamãs) bantus tomaram conhecimento da tradição do mago de Antioquia.
Boa coisa!
Na Kimbanda Cipriano era considerado um Makungu (ancestral divinizado) e digno de culto.
Em Angola os Mulojis já cultuavam Santo Antonio, que se encarnou numa profetisa bantu chamada Kimpa Vita.
Por isso, dentro do culto de Cipriano os xamãs botaram muitas mirongas e mandingas.
O tempo passou e a Kimbanda virou Quimbanda.
Elementos da feitiçaria ocultista e mesmo da magia negra penetraram nos ensinamentos dos sábios Tios e Tias africanos.
São Cipriano entrou nos mistérios da noite.
O respeito virou medo e assombro.
O santo ganhou Ponto Cantado, Riscado e Dançado.
Pulou do altar para o chão de terra, virou chefe de Linha e Falange, vestiu toga negra e até adquiriu um gato preto!
Na Lua Cheia de agosto ele tem festa à meia-noite, junto com a Comadre Salomé e os Compadres Bode Preto e Ferrabrás.
Até uma Fraternidade Mágica ele ganhou, quando Dom Fausto, um curandeiro,
encontrou um frade agonizando perto de um local desértico.
Examinando o doente, ele notou que o religioso fora mordido por uma venenosa serpente e estava à beira da morte.
Dom Fausto o carregou até sua casa e o curou com a ajuda de preciosas ervas.
Como agradecimento, o frade presenteou o curandeiro com uma velha cruz de madeira.
Noites depois, na pobre casinha de Dom Fausto, ocorreu um fato sobrenatural.
Uma estranha e misteriosa luz emanou da cruz, preenchendo todo o ambiente.
O curandeiro acordou e viu, ao lado da cruz iluminada, a figura de um velhinho barbado com mitra na cabeça.
O personagem que segurava um cajado, sorriu para ele e disse:
-“ Venho até você e peço…
Crie uma fraternidade de bons homens e mulheres, façam a caridade e curem em nome de Deus.”
O curandeiro, admirado, perguntou:
- “Quem é você?”
O espírito respondeu:
- “Sou Cipriano!”
Dias depois, Dom Fausto reuniu seus tios, alguns primos e contou o ocorrido.
Nasceu assim uma Fraternidade de cura sob a proteção de São Cipriano.
Isto aconteceu no século XVIII, em Dezembro de 1771.
Durante algum tempo o piedoso grupo só admitiu parentes.
Porém, segundo orientações espirituais, foram sendo convidadas pessoas de boa índole de outras famílias e procedências.
Por tradição uma cidade mágica era escolhida para sediar a Fraternidade.
O critério da escolha sempre foi motivado por estranhas leis estudadas na Radiestesia.
Paraty (RJ) foi a cidade escolhida, pois, além das condições telúricas excelentes,
ela é toda construída com sólido simbolismo maçônico.
Coincidentemente, a região também tinha forte presença kimbandeira e quimbandeira,
que com o tempo chegou até a receber os místicos cultos da Cabula e da Linha das Almas.
Hoje a cidade não fica por menos, já que conhecemos algumas irmandades de iniciados cabalistas,
templários e yogues que se estabeleceram por lá.
Na Quimbanda os espíritos de alguns pretos velhos de origem bantu se filiam na Linha de São Cipriano.
Estas são almas de antigos mandingueiros, feiticeiros (aqui com o sentido de xamã) e kalungueiros.
Todos mestres nas artes da cura e da magia.
Muitos até adotam o nome do Patrono:
Pai Cipriano das Almas, Pai Cipriano Quimbandeiro, Pai Cipriano de Angola…
Estas entidades recebem oferendas na kalunga pequena, perto do Cruzeiro.
Também são ofertadas nas portas das igrejas e capelas.
Oferendas: Velas brancas ou brancas e pretas, marafo, café preto e tabaco.
Uma Linha pouco conhecida, mas também ligada a São Cipriano, se chama Linha dos Protetores.
Neste grupo trabalham espíritos de velhos magos europeus, ciganos curandeiros e misteriosas entidades do fundo do mar.
São Cipriano está vivo e é do bem.
As receitas exóticas dos Livros de São Cipriano
(Capa de Aço, Capa Preta, Capa Vermelha, etc…)
jamais foram praticadas ou escritas por ele.
Elas são uma triste contribuição da magia negra européia.
Os segredos de São Cipriano passaram para os Mulojis da Kimbanda e
foram repartidos com alguns adeptos da Quimbanda.
Contudo, ainda existe o mistério.
Quais seriam estes segredos?
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